sábado, 14 de agosto de 2010
O filme "A Origem" e a noção de inconsciente em Jung
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Quando nem tudo é como esperamos.
Bem, vamos por partes:
1- O mais comum é encontrarmos um culpado para a nossa situação. Embora não seja fácil, procure pensar em como você afinal de contas se envolveu com a pessoa em questão, e verá que no final das contas foi uma questão de escolha sua. Se na falta de uma pessoa de carne e osso para culpar estiver culpando Deus, esta é mais furada ainda. Se você já sabe a respeito da existência de Deus, sabe que ele é apenas justo e dá o que cada um merece. Se não pode entender isso é porque ainda não entendeu quem é Deus.
2- Feito isso, você já pode sair da posição de coitado, de vítima, pois como já disse outras vezes, vítima é aquele que não pode fazer nada, que se deixa a mercê dos outros.
3- Repense suas escolhas. Se somos responsáveis por nossos atos, não somos coitados. E se fizemos escolhas erradas que nos fizeram sofrer, podemos também fazer escolhas melhores que nos darão bons frutos.
4- Se estivermos falando de situações irreversíveis como a morte, procure se conformar e aprender mais a respeito dos eternos ciclos de morte e vida do qual não podemos fugir. Se não for, acredite que tudo tem jeito. E se não é do jeito que queremos, talvez não estejamos enxergando muito a respeito do que realmente precisamos.
5- Sempre aprenda com o que deu errado para não sofrer novamente. Toda situação difícil guarda em si uma lição valiosa, se não a compreendemos ela terá que voltar.
sábado, 24 de julho de 2010
Sonhos 2
didaticamente, podemos entender que existem 3 tipos de sonhos, o que facilita o seu entendimento.
Existem sonhos que se resumem a resquícios da vida em vigília, da nossa vida diurna. Coisas das quais não conseguimos nos desligar, como contas para pagar, provas, notícias ruins, uma viagem muito legal e etc. Não há muito o que interpretar.
Um outro tipo diz respeito basicamente aos nossos processos psíquicos individuais, são mensagens enviadas de nós para nós mesmos, do inconsciente para o consciente a respeito de sentimentos e processos profundos muitas vezes desconhecidos ou propositalmente ignorados. Podem também funcionar como verdadeiros bálsamos curativos, realizando em um outro plano desejos e necessidades psicológicas que não estão sendo supridas no dia a dia. Uma pessoa carente de amor ,por exemplo, pode sonhar que recebe um abraço da natureza, de uma pessoa desconhecida ou algo parecido.
As duas primeiras categorias tem em comum o fato de serem fruto quase exclusivo da nossa psique individual.
E temos também aqueles sonhos que assim por bem dizer, não são apenas fruto da nossa psique, são mensagens captadas de uma outra outra esfera, o inconsciente coletivo, que podem trazer em sonhos fenômenos como premonições, conhecimento de fatos que ocorrem enquanto estamos dormindo, mensagens recebidas de um ente falecido e etc.
Obviamente nem todos acreditam que este terceiro estágio possa de fato ocorrer, preferindo ficar apenas com os dois primeiros casos. O que ao meu ver restringe bastante a compreensão deste fenômeno tão rico. Observar o sonho em várias esferas, nos mostra o quanto podemos ser únicos e ao mesmo tempo em que fazemos parte de um todo.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Sonhos
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Ser humano sem sombra é ser humano sem luz
E embora a sombra guarde conteúdos indesejáveis, conhecê-la e assimilá-la é vital. Quando pararmos com a infrutífera tarefa de fugir dela a todo custo, talvez possamos vê-la não mais como perseguidora, mas como uma companheira na nossa caminhada, que tem muito a nos mostrar sobre nós mesmos. E quando lhe damos ouvidos, nos damos a oportunidade de transformar o que precisa ser transformado, e deixamos de sabotar nosso próprio destino.
Mesmo que não queiramos olhá-la, a sombra está e estará sempre lá. Ainda bem! Pois ser humano sem sombra é ser humano sem luz. No mundo dos espíritos que habitam o planeta, corpos só não projetam sombra se estiverem em completa escuridão.
Assim na terra como na psique...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Uva não tem caroço, manga não tem fiapo e gente não tem problemas.
Hoje em dia existem os produtos transgênicos, que não dão sementes, e as frutas são alteradas de tal forma a perderem as suas principais características, importando apenas o consumo em si, sem conexão alguma com a natureza. Já não nos basta não colhermos a fruta do pé, mas sim da gôndola dos supermercados, agora as frutas são semi mortas mesmo, já não carregam dentro de si a vida. Como uma mulher estéril apenas destinada a ser uma gostosona a ser consumida por ávidos olhares masculinos. Ela não pode gerar, pois podem ficar as estrias, e se geram têm medo de amamentar, pois os seios podem cair...
As pessoas não podem mais vivenciar tristezas que as fazem crescer, para isso temos antidepressivos cada vez mais poderosos. E principalmente os relacionamentos tem que ser perfeitos, como em um comercial de televisão ou a capa da revista de fofocas, sendo abandonados no primeiro obstáculo. Afinal de contas, acha-se outro em qualquer esquina mesmo, nas gôndolas das casas noturnas, no consumismo descontrolado dos ficantes de uma noite.
Mas lembrem-se: Uvas sem caroço e mangas sem fiapos costumam ter pouco sabor e também podem estar podres por dentro.
terça-feira, 1 de junho de 2010
A ilusão da imparcialidade.
Existem momentos em que eu gostaria de acreditar que o lugar do psicólogo é o da tão almejada imparcialidade. Seria muito fácil crer que em terapias nas quais nos posicionemos apenas como ouvintes meneando a cabeça de vez em quando ajudassem alguém. Obviamente um psicoterapeuta não está no lugar de dizer ao paciente o que deve ou não ser feito, mas isso é bem diferente de não se colocar de forma mais clara frente a questões que realmente farão diferença na vida de alguém. E isso faz com que a responsabilidade do tratamento, da profissão escolhida se apresente com toda a sua beleza e todos os seus riscos, sem floreios, sem a ilusão, sem aquela peneira da imparcialidade na qual alguns costumam se esconder quando o calor do sol aumenta muito.
Como dizia o velho Jung, o relacionamento de duas psiques, de dois seres humanos, é o que move a terapia.