sábado, 12 de janeiro de 2013

O relógio adiantado

É interessante como pequenas coisas do dia a dia nos dizem tanto a respeito da forma como atuamos na vida. Uma delas é um hábito comum para muitas pessoas: adiantar o próprio relógio em 5 minutos.
Quando perguntamos o que leva a esta prática, a pessoa de pronto responde que assim não se atrasa.
Mas o que mais acaba acontecendo é que justo por saber que o relógio está adiantado a pessoa se atrasa mais ainda, pois sempre tem aqueles 5 minutinho a mais...
Parece ser mais fácil, mas não resolve, porque no fundo sabemos muito bem que estamos sendo enganados por nós mesmos. Mas parece mais fácil ser um pouquinho enganado, só para poder continuar se atrasando um pouquinho. Afinal de contas é difícil assumir que existem coisas que precisamos melhorar em nós mesmos em diversos níveis tomando decisões mais acertadas para ser de fato  pontual, se adequando ao Tempo ao invés de tentar adequar o Tempo e a Vida ao nosso arraigado jeitinho de estar no mundo.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Conexão Futura - Fé na Vida das Pessoas 25/12/2012 Entrada 3

"É o caminho mais fácil." "Tem certeza?"

Este foi o trecho da conversa que tive com um paciente esta semana, mas não foi a primeira vez que tive conversas assim. É muito comum as armadilhar psicológicas, emocionais e espirituais se revestirem de aparente facilidades para fazer com que a pessoa enverede por caminhos que na verdade são os mais dolorosos e frustrantes. Muitas facilidades são a dificuldade e no medo de enfrentar desafios e se responsabilizar por decisões. 
Desta formas as pessoas mantêm trabalhos que as deixam infelizes,  continuam relacionamentos por comodidades financeiras e carências, não iniciam relacionamentos com medo do término, não iniciam um estudo com medo de não serem aprovados, não falam em público quando na verdade têm muito a dizer e etc. A lista é longa. E o que parece ser o mais fácil, manter, calar, se torna muito mais difícil, pois emocionalmente uma grande quantidade da  energia vital que traz cor entusiasmo e alegria se esvai na manutenção da pretensa normalidade, na negação constante da insatisfação e do amargo sentimento de fracasso, que na maior parte das vezes se cristaliza em uma doença física. Isso sim é uma vida difícil, na qual a pessoa nega a si mesmo o direito de pensar em lutar para expandir os horizontes, nega a si mesmo o direito humano de errar quando está querendo acertar, o direito de viver. 
A vida realmente não nos oferece garantia de acertos, mas a probabilidade de 50% atende aos dois pólos: quem fica pensa nos 50% de chances de que pode dar errado, mas quem vai pensa nos 50% de chance de dar certo. Na verdade boa parte da vida sempre está em nossas mãos e em nossas cabeças.
Que neste ano que se inicia exista coragem em nossos corações e mentes para mudarmos o que precisa ser mudado, sim, dá tempo.
Bom ano.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Passando pelo funil

Como alguns já sabem, vivo de escutar histórias de vidas e quero compartilhar algo com vocês que podem estar pensando que estão passando sozinhos por algum aperto, no melhor estilo funil, neste fim de ano. Sim, este mês as coisas estão vindo à tona de forma quase inacreditável: pessoas fazendo a passagem, retorno de situações às nossas vidas que jurávamos já ter resolvido, descoberta de doenças, traições, desonestidades e convite ao enfrentamento dos maiores medos - principalmente aqueles que pensávamos já ter superado - e a necessidade urgente de resolver questões pendentes que empurrávamos com a barriga por meses e quiçá anos, ou uma vida inteira... E em meio a isso tudo muitos estão ganhando belos espelhos que refletem defeitos e deformidades de caráter, ao estilo "O Retrato de Dorian Gray". 
Mas mesmo assim coragem,  tudo isto pode ser visto como um bom presente, pois se apareceu, foi para ser corrigido e nos deixar mais leves para o novo ciclo que se incia. Não vamos fingir ou fugir como sempre, até porque não tem para onde, não mais, e quem está passando por isso sabe bem o que eu estou dizendo. Animem-se marinheiros, atravessemos as ondas porque a praia de onde partimos já ficou muito para trás,  precisamos seguir em frente, furando ondas e tirando o melhor de nós e nos desfazendo dos pesos desnecessários.
As vitórias são precedidas de provas, pois só é vitorioso aquele que ultrapassa um obstáculo. Vamos em frente.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

"Dinheiro não traz felicidade, manda buscar"

"Dinheiro não traz felicidade, manda buscar"
Essa piada feita sobre um dos grandes ditos populares infelizmente é verdadeira.
É isso mesmo, e este é o problema. Nesta onda de terceirização as pessoas perseguem o dinheiro como garantia de que ele trará a almejada felicidade paz, amor verdadeiro e etc.
Não tenho nada contra dinheiro ou contra quem tem muito dinheiro.  Certa vez uma conhecida me acusou por não fazer terapia popular de grupo e ter muitos pacientes pertencentes à classe média alta. Eu  argumentei que fazia também horas de clínica social, mas não adiantou, o problema era atender pessoas ricas, como se por ter dinheiro os problemas deles fossem menores que os dos outros. Então eu respondi: Afinal de contas os ricos também choram, e eu estou lá para ouvir.
As pessoas que acreditam no mito de que os mais abastados não tem problemas supervalorizam tanto o dinheiro quanto os que o perseguem. Ter dinheiro pode facilitar sim muitas coisas, mas se não for bem usado domina o espírito e funciona como um entrave ao desenvolvimento psicológico
"Se tenho dinheiro não preciso transformar nada, pois nada falta para a mulher que estiver comigo, só quero em troca companheirismo verdadeiro!" Sim senhores, ouvi isso de um homem muito rico que se queixava de não encontrar uma boa mulher para casar.
Outra pessoa se queixava de não saber como  se empenhar em construir alguma coisa na vida, já que tinha tudo, e a inércia pela falta de necessidade a assombrava, não estagnar era uma luta diária, pois a necessidade muitas vezes é um propulsor.
Outra não conseguia se entregar em relacionamento algum, "sabia" que estava condenada a morrer sozinha, porque todos os homens "queriam" se aproveitar do seu dinheiro, e não conseguia confiar em ninguém, e sem confiança não há relacionamento possível...
A lista pode ser ainda mais extensa. E que isto sirva para nos fazer dar o devido valor ao dinheiro - sim, porque ele realmente tem - Mas que também saibamos que  a grandeza do espírito é paga com outras moedas, como amor abnegação, coragem e humildade. Quem tem amor para dar dá de graça, e quem não tem não pode vender o que não existe. 
Realmente existem coisas que credicard não compra.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Alguém para me fazer feliz!

"Eu quero alguém para me fazer feliz!"
Esta é uma das maiores afirmações que escutamos ao perguntar que tipo de companheiro(a) alguém está buscando. Diante disso eu respiro fundo e penso "Temos muito trabalho pela frente..." 
As palavras que usamos no nosso dia a dia nos entregam. A princípio não tem nada de errado, mas esta afirmação denuncia o espírito egocêntrico dos nossos dias, a satisfação pessoal a todo custo, uma fase de pouca doação abnegação, pouco amor no estilo São Francisco de Assis "É dando que se recebe" - sem que soe como investimento da bolsa de valores é claro. ´
É bem melhor ouvir como resposta "Eu quero alguém para amar!" Aí sim as possibilidades de encontrar este par crescem bastante!

sábado, 20 de outubro de 2012

Calendário Maia e mudanças de pólos internos.

Qualquer pessoa que tenha um aparelho de televisão já ao menos ouviu falar do calendário Maia, que é a mudança de pólos da terra, ou o fim dos tempos. Existem diversas interpretações que vão desde o descrédito até o medo de que toda a Terra seja dizimada por catástrofes naturais. Guardadas as devidas proporções, e só em dezembro saberemos quem está com a razão, faço aqui a análise da mudança de pólos internos. Acredito sim que estamos próximos do final de um ciclo, de reversão de pólos, já que não é preciso muito para perceber que a história da humanidade se dá por ciclos, e a do ser humano também. E como diz um dos princípios herméticos "o que está fora é como o que está dentro", não há mudança planetária ou social que não tenha seu correspondente interno no imenso universo quase inexplorado que é cada ser humano. Como vocês já sabem, vivo de ouvir a história da vida das pessoas, e não pude deixar de perceber que ao nos aproximarmos do fim deste ano a vida das pessoas têm se transformado do "dia para a noite". São vários relatos de milagres, e revezes, assim, quase do nada, como se as coias estivessem acontecendo sem motivo aparente. Mas observando de perto, nada é assim tão gratuito, o que está acontecendo é a súbita colheita de plantios. Aqueles que vinham a tempo sofrendo com paciência, acreditando em seus fins e mantendo-se íntegros apesar de tudo, estão recebendo o que lhes cabe: pessoas sozinhas encontram seus pares, situações financeiras são resolvidas com empregos novos ou heranças. Mas o inverso também é verdadeiro, aqueles que negligenciaram parceiros o perdem, aqueles que foram perdulários experimentam escassez e assim por diante. Sim, é algo como a carta de tarot "A roda da fortuna". Quando isto ocorre não há onde se esconder ou ser destituído do que é recebido. Isso sim é uma grande mudança de pólos, como se a terra tremesse, o mar se abrisse, e grande ondas avansassem sobre a terra, a terra vasta que é cada um de um de nós. Sim, do destino ninguém corre, do destino que plantou para si.