domingo, 7 de julho de 2013

Quando o corpo fala. Ou melhor: GRITA

Este mês ouvi muitas histórias relacionadas ao adoecimento do corpo, coisas que em princípio, sob os olhos mais céticos e menos sensíveis nada teria a ver com causas emocionais.
Mas basta algum tempo de escuta terapêutica para perceber como os caminhos inconscientes que criaram o adoecimento saltam aos olhos, assim como seus significados simbólicos e causas emocionais imanifestas. E este tipo de reação costuma acontecer sempre que insistimos em ultrapassar ou deixar que ultrapassem nossos próprios limites, sejam eles f´ísicos, morais, ou emocionais. Quando é assim não escutamos nossas próprias metáforas emocionais como: "peso na consciência", "aperto no peito", "frio na espinha", "peso nos ombros", "estar engasgado", "embrulho no estômago", "estar sem espaço para respirar" e etc. É nesta hora que os sintomas emocionais podem passar para o campo do concreto.
Como bem já dizia Jung, todo adoecimento é a busca pelo equilíbrio que não foi bem sucedida.
Seguindo por este caminho, podemos compreender crises de pressão alta em pessoas sem nehnum histórico de hipertenção, AVCs em pessoas com hábitos saudáveis, ossos quebrados por topadas "acidentais"que obrigam a ficar na cama, asmas e bronquites, pedras na vesícula, gastrites, úlceras e uma infinidade de enfermidades crônicas ou agudas que podem estar apontando para a  radicalização de algo que passou dos limites, obrigando as pessoas a largarem velhos hábitos, atitudes e pensamentos que já poderiam ter sido transformado há mais tempo.
Quando a voz da consciência não é ouvida  o corpo GRITA.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Participação no Programa Encontro com Fátima Bernardes - AGRESSIVIDADE INFANTIL



http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/tatiana-paranagua-explica-comportamento-agressivo-de-criancas-pequenas/2625471/


http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/tatiana-paranagua-diz-que-agressividade-pode-ser-ansiedade/2625488/

http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/psicologa-diz-que-davi-vai-se-recuperar-aos-poucos/2625507/


http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/psicologa-comenta-agressao-entre-irmaos/2625499/

http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/tatiana-responde-as-duvidas-dos-internautas/2625504/

20 centavos: o valor da gota d'água. Uma análise psicológica.

O valor da gota d'água é 20 centavos. Mesmo sabendo que para quem não dispõe de muito dinheiro 20 centavos podem sim fazer a diferença no orçamento mensal, desde o início a manifestação não foi gerada por 20 centavos. Se assim fosse, já deveria ter parado pois ou aumentos foram retirados. 
O que aconteceu foi a gota d'água, o estopim para o descontentamento de um povo acostumado a ser visto como alienado e anestesiado no que diz respeito a fazer valer os seus direitos. O ato de manifestar é um direito que deve ser exercido, todo movimento que promova a conscientização de deveres e direitos é positiva.
O que me preocupa é o surgimento de movimentos irracionais e sem direcionamento. Uma massa que muitas vezes vai por ir, porque os amigos vão, e não tem verdadeira consciência do que querem, somente querem reclamar... Muitos vão apenas para dar vazão ao ódio e a revolta, ao sentimento de opressão psicológica e emocional intensa, e isso é um combustível inflamável que uma vez em contato com uma fagulha de agressividade e medo pode gerar explosões irracionais de destruição. Que ninguém duvide do poder contagiante do Arquétipo da Sombra coletiva sobre os egos mais frágeis, que podem ser facilmente levados a fazer coisas que não fariam sozinhos em situações cotidianas. E quanto maior o sentimento de opressão, exclusão e insatisfação maior será a reação, pois como diz Jung, tudo que está aparente possui o seu oposto na sombra. O que está quieto não necessariamente está em paz.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Términos de relacionamento. " Devolvendo-se a si mesmo"

É muito comum que as pessoas batam nas portas dos consultórios de psicologia em busca do alívio da dor de um término de relacionamento amoroso.
Dentre tantas mazelas que afligem a humanidade, os relacionamentos amorosos. Mesmo parecendo pouca coisa frente as catástrofes naturais, guerras, fome, doenças e etc, a dor do rompimento é das mais profundas. A pessoa se sente sozinha desorientada abandonada, destituída de tudo o que a fazia crer-se forte, se desconhece perante tamanha fraqueza, e se envergonha por estar sofrendo tanto assim apenas por um término de relacionamento.
Este é um dos casos em que vale o ditado "Quanto mais alto maior é a queda". Sim é verdade. Investir seriamente em um relacionamento é dar um pedaço de si valioso, é dar sonhos, planos, confiança, corpo, saúde, dinheiro... E quando alguém que amávamos ou pensávamos amar vai embora, parece levar junto tudo isso, fazendo com que a pessoa se sinta vazia.
Não tenho como dizer que há como fugir da dor, realmente é uma dor que precisa ser vivida e superada, mas em certa altura deve começar a reaver seus bens se quiser seguir em frente. Você pode reaver o que lhe pertence para ser  inteiro novamente. Ninguém pode terminar com os seus sonhos, com seus planos, pois se um dia você os deu foi porque brotaram espontaneamente de dentro do seu ser, do seu contato com algo belo, que pode voltar a brilhar, porque a fonte continua aí. Quando você perceber que só levam o que você permite ser levado, retornará ao seu centro, e poderá ser inteiro novamente, e reunir recriar tudo ainda melhor. 
Pegue de volta o que é seu, você mesmo.


domingo, 14 de abril de 2013

Certos casos: Linhas e Correntes

Certo dia uma pessoa me ligou querendo marcar uma consulta e me perguntou qual era o andar do meu consultório. Respondi que correspondia ao nono andar, ao que ela respondeu aliviada: Dá para chegar de escada. Percebi que provavelmente um de seus problemas era medo de  elevador.
No  dia da consulta, relatou que este medo já durava seis anos, e que a terapia que fazia há cinco  anos não estava adiantando  muito, e por isso aceitou uma indicação de uma ex paciente minha. 
Depois de ouvi-la por 50  minutos  avisei que a sessão estava terminando, e me ofereci, caso fosse da sua vontade, poderia acompanhá-la no elevador, neste ou em outro dia, assim poderíamos usar o elevador como  um coadjuvante ao  tratamento de psicologia analítica. Para minha surpresa ela me olhou com espanto no  fundo  dos meus olhos  e  me perguntou? Você faria mesmo isso? Com mais  espanto respondi: Claro que  sim. E ela disse: Pedi tanto  para a minha outra  psicóloga  fazer isso comigo, mas ela disse que na corrente que seguia não era permitido sair do consultório com o  paciente. Achei que todos eram assim também.
Entendi que segundo o pensamento te´rico seguido pela minha colega desconhecida, seria uma espécie de heresia macular a prática terapêutica com uma prática que pertencia a outra linha, a cognitivo comportamental. Esta também não  é a minha linha,  mas linhas não são  correntes, e o que me encantou em Jung desde os tempos de  faculdade foi a postura de que em primeiro  lugar vem a pessoa e não  a teoria, e que deveríamos estudar muito para "esquecer tudo" no momento em que estivéssemos  diante de um ser humano. Ele costumava dizer que teoria são como correntes. De fato pesam e dão poucas opções, aprisionam e restringem, e funcionam como âncoras para quem tem medo  de ousar ir além.
Já uma linha segue de guia, não pesa, e serve para costurar feridas preparando os seres humanos para ir  em frente.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


Amigos e colegas de trabalho, envio para vocês o link do documentário A FACE OCULTA DAS DROGAS, (feito por mim e por Ricardo sem fins lucrativos), no qual seis pessoas contam como o encontro com a espiritualidade lhes deu força para superarem a dependência do álcool e das drogas.
Peço a ajuda de vocês para divulgarem o trabalho para que possa chegar ao maior número de pessoas possível que estejam precisando encontrar uma saída para a dependência e também como instrumento de prevenção.

Grata a todos

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O que todo mundo faz

Existem algumas frases que soam como um alarme, algumas delas são: "Mas o que é que tem, afinal de contas Todo mundo faz isso...", "Todos os homens (mulheres) são iguais", "Todo mundo trai", "Todo mundo só quer se dar bem" e etc. Quando escuto isso imediatamente pergunto "Todo mundo? Tem certeza?"
Não sou muito fã das generalizações no que diz respeito ao comportamento emocional, psicológico e espiritual das pessoas. Somos realmente muito parecidos em muitas coisas, mas cada um tem a sua maneira de estar no mundo, e as generalizações deste tipo na verdade tem como base amargura, rancor, desesperança, arrogância e justificativa para os próprios erros, pois "se todo mundo faz, eu vou fazer também".
Cada vez que uma pessoa faz tal afirmações para os outros e para si mesma, está se colocando em um beco sem saída, pois as generalizações não apresentam alternativas. E assim o ser humano se afasta da sua essência, do processo de individuação, do si mesmo (self). Se afasta da oportunidade de avaliar os próprios valores e atitudes, de se transformar em alguém melhor ao invés de deixar-se ser arrastado pelo pensamento massificado e burro que o faz afundar-se cada vez mais.
Não importa o que "todo mundo faz e sim o que você faz" já diziam nossos pais. Se nós mesmos não trairmos, não nos drogarmos e não roubarmos, não diremos mais "todo mundo faz", pois já seremos a própria exceção e poderemos nos aproximar daqueles que fazem as coisas de um modo melhor.