sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Breve teste: Você realmente deseja ter mais dinheiro em 2014?

Muita gente nesta época sempre coloca em meio aos votos de feliz ano novo, saúde alegria, paz e... Dinheiro no bolso!!! É o que se deseja para si e para o próximo. Legal. Então vamos ver se as palavras ditas no decorrer do ano são realmente condizentes com este desejo. Veja se as frases abaixo fazem parte do seu repertório.

1- O dinheiro é sujo. (Porque tem que lavar as mãos sempre que se pega nele) .
2- O dinheiro é sujo. ( Porque ele corrompe as pessoas boas).
3- Dinheiro não traz felicidade.
4- Não gosto das pessoas que têm dinheiro, são todos arrogantes.
5- Estou sempre com problema de dinheiro.
6- Ganhar dinheiro é muito difícil.

Se estas frases são afirmadas com frequência, suas próprias palavras podem estar expressando e reforçando uma programação mental e emocional que afastam o a riqueza material, anulando os votos de ano novo.
A programações dos seres humanos são feitas por palavras. As palavras são poderosas, e assim já nos ensinavam os contos de fadas. Todos os bruxos e magos usam principalmente as palavras, sem elas as varinhas não funcionam.
Se pensarmos bem nas frases acima, podemos ver que em todas as situações o dinheiro é colocado como sujeito perigoso, como dominante do ser humano. Mas dinheiro não é alguém, o dinheiro parece mais com energia elétrica, nós é que decidimos como usa-la, para fins escusos ou nobres. Quando o ser humano procura desenvolver firmeza e equilíbrio de caráter ele pode dominar e direcionar bem esta energia. Colocar a culpa na riqueza material pelas próprias fraquezas, é fugir da responsabilidade de se conhecer e de se tornar uma pessoa mais forte e consciente dos seus atos. Saber lidar sabiamente com o mundo material também faz parte da evolução espiritual.
Então desejo a todos nós prosperidade e sabedoria para transformá-la em coisas positivas, para nos trazer tranquilidade suficiente para crescer internamente, pois este é o real objetivo da vida.

Ps: É importante lavar as mãos sim, mas não porque o dinheiro é sujo, mas porque sempre que se vem da rua ou se pega em coisas que muitos pegam temos que lavar as mãos. Sua mãe já te disse isso...

sábado, 14 de dezembro de 2013

O egoista, o carente e o bom cristão - Reflexões natalinas.

O Natal vem chegando. E me perdoem os fãs de Papai Noel, mas Natal mesmo é o aniversário de Jesus. É a data antiquíssima na qual desde antes de cristo já se celebrava o ciclo de renovação do nascimento da Criança Divina em diversas culturas, logo, um bom dia para ele nascer.  As pessoas que não querem admitir que estão comemorando esta data dizem que é apenas um momento de família, trocam presépios por Papais Noéis, trocam orações por presentes, reflexões profundas por enbriaguês e etc. Mas não adianta, Natal é a comemoração do nascimento de um ser sobrehumano.
Em homenagem à data, vejamos o que já dizia o psicólogo que viveu há dois mil anos: "AMAI AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO". Pois é, essas são as apalavras mais famosas do Nazareno e pouca gente segue, até porque pouca gente entende, logo não cumpre. Ou se ama mais o próximo que a si mesmo, ou ama-se mais a si mesmo que ao próximo. Em um caso está a baixa auto estima, e do outro o egoísmo. Duas faces da mesma moeda. A moeda se chama carência, a necessidade de ser amado a qualquer custo. De um lado os que extorquem os outros como saco sem fundo devorando atenção, favores e atenção alheia para sobreviver, como um monstro devorador de amizade, altruísmo e humanidade. E do outro, a necessidade tão grande de ser amado que se anula com medo da rejeição, sempre a espera de uma migalha de reconhecimento. De um lado da moeda a face da vítima, do outro a do algoz.
A carência nasce da crença errônea de que as pessoas precisam se abastecer exclusivamente umas das outras . E a verdade é que nenhum ser humano é capaz de abastecer completamente o outro. A verdadeira fonte de Luz, Paz e Amor transcende aquilo que é simplesmente humano, embora o ser humano possa - quando é realmente humano-  refletir em seu ser este encanto divino. Quando entendemos o que é o amor e de onde vem o amor, aprendemos a respeitar limites, os dos outros, e também o nosso. Doamos sem nos empobrecer e recebemos sem extorquir. Descobrimos que a fonte do verdadeiro amor é infinita, que por isso nos tornamos capazes de dar sem esperar receber. Entendeu? É o encanto que o verdadeiro Natal traz para os corações e mentes daqueles que se dão o direito de se abrir para algo que está além dos olhos, além da lógica e além dos formatos frios e pré estabelecidos que por vezes revestem a imagem deturpada do divino. O reanascimento divino brilha dentro e fora de nós, envolve a todos, abastece a todos, e nos faz dar mais sem esperar receber.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A beleza das flores que murcham.

Pouco tempo atrás, uma mulher que considero bela e admirável me disse estar sentindo que com o passar do tempo, sentia que chegava aos poucos na fase em que flor começa a murchar. A metáfora não soou pejorativamente aos meus ouvidos, pois sabia que mulheres como ela, que vivem a vida em busca de verdade e sabedoria apenas mudam de estagio na natureza.
lembrei de um antigo costume que tenho de preferir comprar flores em vasos com terra ao invés de colhidas, pois são natureza viva. E quando as flores começavam a secar, não as arrancava e joga a no lixo, deixava que caíssem naturalmente, para depois arruma-las na terra aos pé da planta, para cumprir um ciclo. As flores que murcham ou secam, se recolhem do mundo da exuberância externa para a fase criativa, na qual a energia está voltada para dar origem ao novo, sintetizando a energia de tudo que absorveu do exterior, são poderosas, pois carregam sementes e frutos, a essência da vida e de um novo ciclo.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A vaca no barranco e a gaiola de ouro.



Ouvi certa vez uma história da qual gostei muito:

Uma vez um mestre seguia pela estrada com seu discípulo, quando avistaram uma casinha muito pobre, onde morava uma família. Se aproximaram da casa e descobriram que as pessoas eram de fato tão pobres, mas tão pobres, que a sua única fonte de sustento era uma vaca, da qual tiravam o leite para se alimentar e vender o que restava. O discípulo ficou com o coração partido e comentou com seu mestre - O que eu poderia fazer para ajudar estas pessoas? - O mestre respondeu tranquilamente - Jogue a vaca do barranco.
O discípulo não podia acreditar no que ouvia. Impassível o mestre ordenou que ele o obedecesse, ou deixaria de ser seu discípulo. Cheio de conflitos, o discípulo fez o que o mestre ordenou. E assim seguiram o seu caminho.
Pensaram os anos, e o discípulo, passando por aquelas terras, quis muito ver como estava aquela família, pois o ocorrido lhe atormentava desde então. Quando chegou ao local, não havia sequer mais a casa... Foi até a vila mais próxima procurar notícias e lá lhe mandaram até uma bela casa com um grande jardim. Provavelmente haviam ido trabalhar ali. Foi atendido por um jovem simpático que o convidou a entrar. E o discípulo perguntou a respeito de uma família pobre que vivia em uma casa pobre dependendo de uma única vaca para sobreviver... O rapaz riu e disse - Esta é a minha família. Nós éramos realmente muito pobres, mas um dia a nossa vaca morreu depois de rolar por um barranco. Então fomos obrigados a procurar trabalho, descobrimos como fazer negócios e abrimos o nosso próprio comércio e hoje somos os mais ricos desta vila.


Nem sempre uma situação difícil é algo ruim, muitas vezes o ser humano só se movimenta quando elas aparecem, o que me faz acreditar que elas existem para isso... E que se não fossemos sujeitos à inércia sofreríamos menos.
Gosto muito de contar histórias para os meus pacientes, e esta é ouvida quando o tema é a acomodação. Não a acomodação comum, mas a acomodação da qual se tem medo de largar o certo pelo duvidoso, mesmo sabendo que o certo em questão não está tão certo assim.  Relacionamentos "seguros" empregos "seguros", que não trazem satisfação e minam a energia dia a dia, mas estão ali, são seguros, mas empobrecem o espírito e impedem a pessoa de voar mais alto, de partir em busca de algo melhor. São situações nas quais os o próprio ser humano entra e não consegue sair, como um pássaro de asas grandes que se debate na gaiola de ouro, que geralmente tem a porta aberta, mas o pássaro tem medo de sair.

sábado, 17 de agosto de 2013

A HORA DO ALMOÇO - Reflexões a respeito do tempo.

Em 2003 ui com meu marido e meu filho mais novo, com um ano de idade na ocasião, visitar uma aldeia indígena Krahô em Tocantins para gravar o documentário "A Visão do Xamã" a respeitos dos curadores daquela tribo.
Fui para conviver com as mulheres, já que elas não falariam com homens. Já no segundo dia o Ricardo,meu marido, saiu bem cedo para gravar a caçada com os homens, e eu fiquei com as mulheres. Por volta das 10 horas todas se reuniram na entrada da ladeia e se sentaram para esperar os homens, pois quando eles chegassem elas começariam a preparar o almoço. E assim ficamos por uma, duas , três, quatro, cinco horas e nada! Todas pareciam muito calmas e conversavam enquanto arrancavam capim para trançar pulseirinhas e as crianças subiam nos cajueiros para colher frutas que gentilmente me ofereceram. Como eu já estava com fome e impaciente falei "Mas gente, a hora do almoço já passou!" Elas me olharam com ar de estranheza e repreensão e uma delas disse "A horam do almoço é a hora em que a comida chega." 
Naquele momento percebi que eu estava realmente em uma outra realidade paralela, governada pelos ponteiros do meu relógio, e pelo livre acesso aos mercados, restaurantes e a chama mágica do fogão automático. e embora eu bem saiba que no meu habitat não há tanto espaço para esta total relação com os ritmos da natureza, isso sempre me leva a pensar nos efeitos da ansiedade e do imediatismo psicológico que governa nosso meio. Queremos respostas automáticas e fáceis para a nossa fome de sentido, carinho, segurança, auto-estima. Medimos nossos processos e curas pelo relógio e pelo calendário, não nos deixamos amadurecer, principalmente quando isso significa algum tipo de dor e desconforto. Não sabemos esperar, queremos soluções fáceis mesmo que o fast food não alimente e que o remédio da farmácia apenas nos faça dormirmos anestesiado sem curar a origem da insônia.

domingo, 28 de julho de 2013

Teste breve de Baixa auto-estima

Nos dias de hoje, se me perguntassem quais são os principais fatores que causam os desacertos psicológicos e emocionais dos quais tantos pacientes se queixam  "baixa auto-estima" estaria dentre os 5 primeiros.
Vamos fazer um pequeno teste. Responda a estas perguntas:

A- Se existem em 20 casamentos 15 infelizes e 5 felizes, você obviamente pensa que o seu será um dos infelizes, e se prepara para tal, se casando já preparado para a possibilidade de uma separação?
B- Se em 100 profissionais 10 têm êxito na carreira, antes mesmo de batalhar você já se prepara para a dura realidade de pertencer aos 90?
C- Quando olha no Facebook, tem certeza absoluta que a vida de todo mundo é muito boa, menos a sua?
D- Se uma pessoa muito interessante te olha você acha que é algum engano?
E- Aceita ficar com pessoas que não lhe interessam muito (não falo só de beleza física...) porque é o melhor que pode conseguir?

Se demorou pensando ou respondeu sim para a maioria, você pode estar sendo o seu maior obstáculo, pois com medo de se decepcionar, já se coloca por baixo. Sim, porque a baixa auto-estima anda de mãos dadas com a pouca capacidade de enfrentar frustrações.


 É impressionante como as próprias pessoas sem motivo real se colocam na posição de seres limitados e sem escolha, mesmo que eu os veja como portadores de todas as escolhas possíveis. Sim, porque se alguém possui saúde mental, física e as necessidades básicas como alimentação moradia e estudo asseguradas, pode sim se considerar como uma pessoa com direito a fazer escolhas, de desejar o melhor para si mesmo e correr em busca do que quer. E grande parte dos que me procuram tem muito mais do que isso, somam à lista básica: boa aparência, boas famílias (eu disse boas e não perfeitas!) e recursos financeiros mais elevados que grande parte da população do nosso país. E ainda assim, vêem a si mesmo como seres amarrados e incapacitados, fadados a cumprir o destino que lhes foi imposto de fora, ou pela família ou pela sociedade, e destinados ao infortúnio, pois jamais serão os bem sucedidos. O eu verdadeiro, aquele que veio ao mundo para realizar algo de importante e valioso está tão soterrado em escombros fantasmas criados por medo e insegurança que quase não podemos ver a sua luz, chegando a acreditar que ela não existe.

De fato tudo nasce na nossa mente, ela é o terreno fértil onde as sementes do nosso vir a ser podem ser regadas para brotar, crescer e florescer.A baixa auto-estima e o desejo de agradar a terceiros empobrece o terreno das suas mentes, negando nutrientes a suas sementes.
Pense bem se as suas limitações são reais ou criadas por você mesmo. Muitas vezes elas existem apenas porque está olhando para o caminho errado. Olhe para dentro de você, procure se conhecer, defeitos a serem melhorados mas também qualidades únicas. E se lendo isso você pensou que não possui qualidade nenhuma, realmente precisa de ajuda!
Procure.

domingo, 7 de julho de 2013

Quando o corpo fala. Ou melhor: GRITA

Este mês ouvi muitas histórias relacionadas ao adoecimento do corpo, coisas que em princípio, sob os olhos mais céticos e menos sensíveis nada teria a ver com causas emocionais.
Mas basta algum tempo de escuta terapêutica para perceber como os caminhos inconscientes que criaram o adoecimento saltam aos olhos, assim como seus significados simbólicos e causas emocionais imanifestas. E este tipo de reação costuma acontecer sempre que insistimos em ultrapassar ou deixar que ultrapassem nossos próprios limites, sejam eles f´ísicos, morais, ou emocionais. Quando é assim não escutamos nossas próprias metáforas emocionais como: "peso na consciência", "aperto no peito", "frio na espinha", "peso nos ombros", "estar engasgado", "embrulho no estômago", "estar sem espaço para respirar" e etc. É nesta hora que os sintomas emocionais podem passar para o campo do concreto.
Como bem já dizia Jung, todo adoecimento é a busca pelo equilíbrio que não foi bem sucedida.
Seguindo por este caminho, podemos compreender crises de pressão alta em pessoas sem nehnum histórico de hipertenção, AVCs em pessoas com hábitos saudáveis, ossos quebrados por topadas "acidentais"que obrigam a ficar na cama, asmas e bronquites, pedras na vesícula, gastrites, úlceras e uma infinidade de enfermidades crônicas ou agudas que podem estar apontando para a  radicalização de algo que passou dos limites, obrigando as pessoas a largarem velhos hábitos, atitudes e pensamentos que já poderiam ter sido transformado há mais tempo.
Quando a voz da consciência não é ouvida  o corpo GRITA.