sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

SORTE - Reflexões de quinta (feira :)

Quase todas as quintas em que participo do programa Encontro com Fátima Bernardes, os assuntos parecem se alongar para além da tela. Fico com vontade de falar algumas coisas que pelo ritmo e tempo do programa, além do espaço que deve ser dado a todos, não cabem. Então inauguro hoje o espaço REFLEXÕES DE QUINTA (FEIRA) aqui no blog mesmo, pois quem gosta de assistir vai poder ler um pouquinho mais e saber o que eu queria ter dito a mais mas não disse. E sempre tem coisa, pois como uma legítima geminiana (gosto de astrologia mesmo) boas conversas como aquelas nunca se esgotam.
Bem, ontem falamos de SORTE, tema muito interessante. Os convidados falaram bastante a respeito de como boas palavras e boas atitudes podem trazer a sorte para mais perto de nós.  Mas eu quero acrescentar a isso os bons sentimentos que precisamos cultivar em nossos corações para trazer mais sorte. A inveja de quem tem sorte por exemplo, é um dos sentimentos mais negativos que existem no universo, e sinceramente não acredito em inveja branca, inveja por si já traz na raiz da palavra o desejo de tirar do outro algo que se quer para si. Mas se não seja possível tomar o objeto, pessoa ou situação invejada, persiste o desejo que a pessoa perca o que tem.
Obviamente um sentimento como a inveja traz a força da destruição, da desolação, da sombra, da amargura e etc. Pois a alegria de ver alguém perder algo, faz com que aquele que inveja carregue perda como situação ilusória de alegria, logo, ele mesmo está mandando para a sua mente e espírito que alegria é perda, logo, ele mesmo não vai ter nada, e por não ter nada vai continuar sempre invejando, gerando um círculo vicioso sem fim que consome vidas e afasta as oportunidades de sorte. A sorte sempre está ligada a sentimento e atitudes positivas. E definitivamente a inveja não é positiva.
Então, se quer ter sorte, não inveje a sorte do outro, se alegre, tenha admiração, pois pode aprender com ela a chegar onde a pessoa admirada chegou, a admiração é construtiva, inspiradora e faz com que se gaste  energia procurando melhorar a própria vida ao invés de destruir a do outro e a sua própria.
Grata pela sua atenção e bom fim de semana para todos nós.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A PORTA E O CROCODILO - A solução pode estar onde você menos imagina, calma.

Vou partilhar com vocês uma história que as pessoas costumam gostar muito quando a conto. É o Seguinte:
Existe um documentário chamado "O Olho de Hórus" a respeito da sabedoria hermética do antigo Egito. Está entre os meus favoritos, e em um dos capítulos há uma descrição de uma iniciação (das muitas que existiram durante os séculos) pela qual passavam os discípulos de um templo de uma escola  de mistérios, para chegar ao grau de sacerdotes. O treinamento no templo consistia principalmente em ter o controle sobre as próprias emoções, não se deixar dominar por elas. Principalmente pelo medo, e o maior dos medos: o da morte. Deveriam ter a consciência de que esta vida é apenas uma de muitas que se destinam a fazer o ser humano passar por lições de evolução, e que a morte era parte do ciclo da vida e do renascimento.
O aspirante deveria entrar em uma abertura estreita - da qual não fazia ideia da existência - que dava em um poço com água pouco iluminado e sua missão era encontrar uma saída, mas se voltasse por onde tinha entrado teria fracassado. Uma vez lá dentro, era avistada uma luz, para onde obviamente as pessoas se dirigiam. Mas quando chegavam lá, se deparavam com um enorme crocodilo bloqueando a passagem, era impossível seguir em frente. Muitos eram dominados pelo pânico e voltavam imediatamente por onde haviam entrado. E ninguém poderia recriminá-los por isso. Pense bem, você faria diferente? 
Bem, se fizesse mesmo, talvez fosse um dos poucos que dominando o medo, olhavam para os lados e percebiam uma porta discreta, mas de bom tamanho, que com uma leve pressão se abria facilmente revelando a verdadeira saída.
Bem hoje em dia já não existem estas provas, pelo menos não com crocodilo e tudo. Mas pense bem se na sua vida você já passou, ou está passando, por situações tão difíceis que se assemelham muito ao dito crocodilo. Que despertam pânico ao ponto de fazê-lo tomar atitudes precipitadas e equivocadas, ou fazem com que desista de seguir em frente por medo?
Um sábio amigo uma vez me disse "Os piores momentos são aqueles exigem mais calma e tranquilidade". Desta forma provações podem se converter em oportunidades de crescimento, e talvez sempre o tenham sido, mas ainda não tínhamos tido cama o suficiente para perceber.que é um teste para nos tornarmos cada vez mais mestres de nós mesmos.

PS: O crocodilo era criado desde filhotinho pelos sacerdotes, e era muito bem alimentado além de ser induzido ao sono na hora das provas, logo, o perigo real era bem menor. A solução pode estar onde você menos imagina, na calma.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Breve teste: Você realmente deseja ter mais dinheiro em 2014?

Muita gente nesta época sempre coloca em meio aos votos de feliz ano novo, saúde alegria, paz e... Dinheiro no bolso!!! É o que se deseja para si e para o próximo. Legal. Então vamos ver se as palavras ditas no decorrer do ano são realmente condizentes com este desejo. Veja se as frases abaixo fazem parte do seu repertório.

1- O dinheiro é sujo. (Porque tem que lavar as mãos sempre que se pega nele) .
2- O dinheiro é sujo. ( Porque ele corrompe as pessoas boas).
3- Dinheiro não traz felicidade.
4- Não gosto das pessoas que têm dinheiro, são todos arrogantes.
5- Estou sempre com problema de dinheiro.
6- Ganhar dinheiro é muito difícil.

Se estas frases são afirmadas com frequência, suas próprias palavras podem estar expressando e reforçando uma programação mental e emocional que afastam o a riqueza material, anulando os votos de ano novo.
A programações dos seres humanos são feitas por palavras. As palavras são poderosas, e assim já nos ensinavam os contos de fadas. Todos os bruxos e magos usam principalmente as palavras, sem elas as varinhas não funcionam.
Se pensarmos bem nas frases acima, podemos ver que em todas as situações o dinheiro é colocado como sujeito perigoso, como dominante do ser humano. Mas dinheiro não é alguém, o dinheiro parece mais com energia elétrica, nós é que decidimos como usa-la, para fins escusos ou nobres. Quando o ser humano procura desenvolver firmeza e equilíbrio de caráter ele pode dominar e direcionar bem esta energia. Colocar a culpa na riqueza material pelas próprias fraquezas, é fugir da responsabilidade de se conhecer e de se tornar uma pessoa mais forte e consciente dos seus atos. Saber lidar sabiamente com o mundo material também faz parte da evolução espiritual.
Então desejo a todos nós prosperidade e sabedoria para transformá-la em coisas positivas, para nos trazer tranquilidade suficiente para crescer internamente, pois este é o real objetivo da vida.

Ps: É importante lavar as mãos sim, mas não porque o dinheiro é sujo, mas porque sempre que se vem da rua ou se pega em coisas que muitos pegam temos que lavar as mãos. Sua mãe já te disse isso...

sábado, 14 de dezembro de 2013

O egoista, o carente e o bom cristão - Reflexões natalinas.

O Natal vem chegando. E me perdoem os fãs de Papai Noel, mas Natal mesmo é o aniversário de Jesus. É a data antiquíssima na qual desde antes de cristo já se celebrava o ciclo de renovação do nascimento da Criança Divina em diversas culturas, logo, um bom dia para ele nascer.  As pessoas que não querem admitir que estão comemorando esta data dizem que é apenas um momento de família, trocam presépios por Papais Noéis, trocam orações por presentes, reflexões profundas por enbriaguês e etc. Mas não adianta, Natal é a comemoração do nascimento de um ser sobrehumano.
Em homenagem à data, vejamos o que já dizia o psicólogo que viveu há dois mil anos: "AMAI AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO". Pois é, essas são as apalavras mais famosas do Nazareno e pouca gente segue, até porque pouca gente entende, logo não cumpre. Ou se ama mais o próximo que a si mesmo, ou ama-se mais a si mesmo que ao próximo. Em um caso está a baixa auto estima, e do outro o egoísmo. Duas faces da mesma moeda. A moeda se chama carência, a necessidade de ser amado a qualquer custo. De um lado os que extorquem os outros como saco sem fundo devorando atenção, favores e atenção alheia para sobreviver, como um monstro devorador de amizade, altruísmo e humanidade. E do outro, a necessidade tão grande de ser amado que se anula com medo da rejeição, sempre a espera de uma migalha de reconhecimento. De um lado da moeda a face da vítima, do outro a do algoz.
A carência nasce da crença errônea de que as pessoas precisam se abastecer exclusivamente umas das outras . E a verdade é que nenhum ser humano é capaz de abastecer completamente o outro. A verdadeira fonte de Luz, Paz e Amor transcende aquilo que é simplesmente humano, embora o ser humano possa - quando é realmente humano-  refletir em seu ser este encanto divino. Quando entendemos o que é o amor e de onde vem o amor, aprendemos a respeitar limites, os dos outros, e também o nosso. Doamos sem nos empobrecer e recebemos sem extorquir. Descobrimos que a fonte do verdadeiro amor é infinita, que por isso nos tornamos capazes de dar sem esperar receber. Entendeu? É o encanto que o verdadeiro Natal traz para os corações e mentes daqueles que se dão o direito de se abrir para algo que está além dos olhos, além da lógica e além dos formatos frios e pré estabelecidos que por vezes revestem a imagem deturpada do divino. O reanascimento divino brilha dentro e fora de nós, envolve a todos, abastece a todos, e nos faz dar mais sem esperar receber.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A beleza das flores que murcham.

Pouco tempo atrás, uma mulher que considero bela e admirável me disse estar sentindo que com o passar do tempo, sentia que chegava aos poucos na fase em que flor começa a murchar. A metáfora não soou pejorativamente aos meus ouvidos, pois sabia que mulheres como ela, que vivem a vida em busca de verdade e sabedoria apenas mudam de estagio na natureza.
lembrei de um antigo costume que tenho de preferir comprar flores em vasos com terra ao invés de colhidas, pois são natureza viva. E quando as flores começavam a secar, não as arrancava e joga a no lixo, deixava que caíssem naturalmente, para depois arruma-las na terra aos pé da planta, para cumprir um ciclo. As flores que murcham ou secam, se recolhem do mundo da exuberância externa para a fase criativa, na qual a energia está voltada para dar origem ao novo, sintetizando a energia de tudo que absorveu do exterior, são poderosas, pois carregam sementes e frutos, a essência da vida e de um novo ciclo.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A vaca no barranco e a gaiola de ouro.



Ouvi certa vez uma história da qual gostei muito:

Uma vez um mestre seguia pela estrada com seu discípulo, quando avistaram uma casinha muito pobre, onde morava uma família. Se aproximaram da casa e descobriram que as pessoas eram de fato tão pobres, mas tão pobres, que a sua única fonte de sustento era uma vaca, da qual tiravam o leite para se alimentar e vender o que restava. O discípulo ficou com o coração partido e comentou com seu mestre - O que eu poderia fazer para ajudar estas pessoas? - O mestre respondeu tranquilamente - Jogue a vaca do barranco.
O discípulo não podia acreditar no que ouvia. Impassível o mestre ordenou que ele o obedecesse, ou deixaria de ser seu discípulo. Cheio de conflitos, o discípulo fez o que o mestre ordenou. E assim seguiram o seu caminho.
Pensaram os anos, e o discípulo, passando por aquelas terras, quis muito ver como estava aquela família, pois o ocorrido lhe atormentava desde então. Quando chegou ao local, não havia sequer mais a casa... Foi até a vila mais próxima procurar notícias e lá lhe mandaram até uma bela casa com um grande jardim. Provavelmente haviam ido trabalhar ali. Foi atendido por um jovem simpático que o convidou a entrar. E o discípulo perguntou a respeito de uma família pobre que vivia em uma casa pobre dependendo de uma única vaca para sobreviver... O rapaz riu e disse - Esta é a minha família. Nós éramos realmente muito pobres, mas um dia a nossa vaca morreu depois de rolar por um barranco. Então fomos obrigados a procurar trabalho, descobrimos como fazer negócios e abrimos o nosso próprio comércio e hoje somos os mais ricos desta vila.


Nem sempre uma situação difícil é algo ruim, muitas vezes o ser humano só se movimenta quando elas aparecem, o que me faz acreditar que elas existem para isso... E que se não fossemos sujeitos à inércia sofreríamos menos.
Gosto muito de contar histórias para os meus pacientes, e esta é ouvida quando o tema é a acomodação. Não a acomodação comum, mas a acomodação da qual se tem medo de largar o certo pelo duvidoso, mesmo sabendo que o certo em questão não está tão certo assim.  Relacionamentos "seguros" empregos "seguros", que não trazem satisfação e minam a energia dia a dia, mas estão ali, são seguros, mas empobrecem o espírito e impedem a pessoa de voar mais alto, de partir em busca de algo melhor. São situações nas quais os o próprio ser humano entra e não consegue sair, como um pássaro de asas grandes que se debate na gaiola de ouro, que geralmente tem a porta aberta, mas o pássaro tem medo de sair.

sábado, 17 de agosto de 2013

A HORA DO ALMOÇO - Reflexões a respeito do tempo.

Em 2003 ui com meu marido e meu filho mais novo, com um ano de idade na ocasião, visitar uma aldeia indígena Krahô em Tocantins para gravar o documentário "A Visão do Xamã" a respeitos dos curadores daquela tribo.
Fui para conviver com as mulheres, já que elas não falariam com homens. Já no segundo dia o Ricardo,meu marido, saiu bem cedo para gravar a caçada com os homens, e eu fiquei com as mulheres. Por volta das 10 horas todas se reuniram na entrada da ladeia e se sentaram para esperar os homens, pois quando eles chegassem elas começariam a preparar o almoço. E assim ficamos por uma, duas , três, quatro, cinco horas e nada! Todas pareciam muito calmas e conversavam enquanto arrancavam capim para trançar pulseirinhas e as crianças subiam nos cajueiros para colher frutas que gentilmente me ofereceram. Como eu já estava com fome e impaciente falei "Mas gente, a hora do almoço já passou!" Elas me olharam com ar de estranheza e repreensão e uma delas disse "A horam do almoço é a hora em que a comida chega." 
Naquele momento percebi que eu estava realmente em uma outra realidade paralela, governada pelos ponteiros do meu relógio, e pelo livre acesso aos mercados, restaurantes e a chama mágica do fogão automático. e embora eu bem saiba que no meu habitat não há tanto espaço para esta total relação com os ritmos da natureza, isso sempre me leva a pensar nos efeitos da ansiedade e do imediatismo psicológico que governa nosso meio. Queremos respostas automáticas e fáceis para a nossa fome de sentido, carinho, segurança, auto-estima. Medimos nossos processos e curas pelo relógio e pelo calendário, não nos deixamos amadurecer, principalmente quando isso significa algum tipo de dor e desconforto. Não sabemos esperar, queremos soluções fáceis mesmo que o fast food não alimente e que o remédio da farmácia apenas nos faça dormirmos anestesiado sem curar a origem da insônia.