Nos dias de hoje, se me perguntassem quais são os principais fatores que causam os desacertos psicológicos e emocionais dos quais tantos pacientes se queixam "baixa auto-estima" estaria dentre os 5 primeiros.
Vamos fazer um pequeno teste. Responda a estas perguntas:
A- Se existem em 20 casamentos 15 infelizes e 5 felizes, você obviamente pensa que o seu será um dos infelizes, e se prepara para tal, se casando já preparado para a possibilidade de uma separação?
B- Se em 100 profissionais 10 têm êxito na carreira, antes mesmo de batalhar você já se prepara para a dura realidade de pertencer aos 90?
C- Quando olha no Facebook, tem certeza absoluta que a vida de todo mundo é muito boa, menos a sua?
D- Se uma pessoa muito interessante te olha você acha que é algum engano?
E- Aceita ficar com pessoas que não lhe interessam muito (não falo só de beleza física...) porque é o melhor que pode conseguir?
Se demorou pensando ou respondeu sim para a maioria, você pode estar sendo o seu maior obstáculo, pois com medo de se decepcionar, já se coloca por baixo. Sim, porque a baixa auto-estima anda de mãos dadas com a pouca capacidade de enfrentar frustrações.
É impressionante como as próprias pessoas sem motivo real se colocam na posição de seres limitados e sem escolha, mesmo que eu os veja como portadores de todas as escolhas possíveis. Sim, porque se alguém possui saúde mental, física e as necessidades básicas como alimentação moradia e estudo asseguradas, pode sim se considerar como uma pessoa com direito a fazer escolhas, de desejar o melhor para si mesmo e correr em busca do que quer. E grande parte dos que me procuram tem muito mais do que isso, somam à lista básica: boa aparência, boas famílias (eu disse boas e não perfeitas!) e recursos financeiros mais elevados que grande parte da população do nosso país. E ainda assim, vêem a si mesmo como seres amarrados e incapacitados, fadados a cumprir o destino que lhes foi imposto de fora, ou pela família ou pela sociedade, e destinados ao infortúnio, pois jamais serão os bem sucedidos. O eu verdadeiro, aquele que veio ao mundo para realizar algo de importante e valioso está tão soterrado em escombros fantasmas criados por medo e insegurança que quase não podemos ver a sua luz, chegando a acreditar que ela não existe.
De fato tudo nasce na nossa mente, ela é o terreno fértil onde as sementes do nosso vir a ser podem ser regadas para brotar, crescer e florescer.A baixa auto-estima e o desejo de agradar a terceiros empobrece o terreno das suas mentes, negando nutrientes a suas sementes.
Pense bem se as suas limitações são reais ou criadas por você mesmo. Muitas vezes elas existem apenas porque está olhando para o caminho errado. Olhe para dentro de você, procure se conhecer, defeitos a serem melhorados mas também qualidades únicas. E se lendo isso você pensou que não possui qualidade nenhuma, realmente precisa de ajuda!
Procure.
domingo, 28 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
Quando o corpo fala. Ou melhor: GRITA
Este mês ouvi muitas histórias relacionadas ao adoecimento do corpo, coisas que em princípio, sob os olhos mais céticos e menos sensíveis nada teria a ver com causas emocionais.
Mas basta algum tempo de escuta terapêutica para perceber como os caminhos inconscientes que criaram o adoecimento saltam aos olhos, assim como seus significados simbólicos e causas emocionais imanifestas. E este tipo de reação costuma acontecer sempre que insistimos em ultrapassar ou deixar que ultrapassem nossos próprios limites, sejam eles f´ísicos, morais, ou emocionais. Quando é assim não escutamos nossas próprias metáforas emocionais como: "peso na consciência", "aperto no peito", "frio na espinha", "peso nos ombros", "estar engasgado", "embrulho no estômago", "estar sem espaço para respirar" e etc. É nesta hora que os sintomas emocionais podem passar para o campo do concreto.
Como bem já dizia Jung, todo adoecimento é a busca pelo equilíbrio que não foi bem sucedida.
Seguindo por este caminho, podemos compreender crises de pressão alta em pessoas sem nehnum histórico de hipertenção, AVCs em pessoas com hábitos saudáveis, ossos quebrados por topadas "acidentais"que obrigam a ficar na cama, asmas e bronquites, pedras na vesícula, gastrites, úlceras e uma infinidade de enfermidades crônicas ou agudas que podem estar apontando para a radicalização de algo que passou dos limites, obrigando as pessoas a largarem velhos hábitos, atitudes e pensamentos que já poderiam ter sido transformado há mais tempo.
Quando a voz da consciência não é ouvida o corpo GRITA.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Participação no Programa Encontro com Fátima Bernardes - AGRESSIVIDADE INFANTIL
http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/tatiana-paranagua-explica-comportamento-agressivo-de-criancas-pequenas/2625471/
http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/tatiana-paranagua-diz-que-agressividade-pode-ser-ansiedade/2625488/
http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/psicologa-diz-que-davi-vai-se-recuperar-aos-poucos/2625507/
http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/psicologa-comenta-agressao-entre-irmaos/2625499/
http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/videos/t/programa/v/tatiana-responde-as-duvidas-dos-internautas/2625504/
20 centavos: o valor da gota d'água. Uma análise psicológica.
O valor da gota d'água é 20 centavos. Mesmo sabendo que para quem não dispõe de muito dinheiro 20 centavos podem sim fazer a diferença no orçamento mensal, desde o início a manifestação não foi gerada por 20 centavos. Se assim fosse, já deveria ter parado pois ou aumentos foram retirados.
O que aconteceu foi a gota d'água, o estopim para o descontentamento de um povo acostumado a ser visto como alienado e anestesiado no que diz respeito a fazer valer os seus direitos. O ato de manifestar é um direito que deve ser exercido, todo movimento que promova a conscientização de deveres e direitos é positiva.
O que me preocupa é o surgimento de movimentos irracionais e sem direcionamento. Uma massa que muitas vezes vai por ir, porque os amigos vão, e não tem verdadeira consciência do que querem, somente querem reclamar... Muitos vão apenas para dar vazão ao ódio e a revolta, ao sentimento de opressão psicológica e emocional intensa, e isso é um combustível inflamável que uma vez em contato com uma fagulha de agressividade e medo pode gerar explosões irracionais de destruição. Que ninguém duvide do poder contagiante do Arquétipo da Sombra coletiva sobre os egos mais frágeis, que podem ser facilmente levados a fazer coisas que não fariam sozinhos em situações cotidianas. E quanto maior o sentimento de opressão, exclusão e insatisfação maior será a reação, pois como diz Jung, tudo que está aparente possui o seu oposto na sombra. O que está quieto não necessariamente está em paz.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Términos de relacionamento. " Devolvendo-se a si mesmo"
É muito comum que as pessoas batam nas portas dos consultórios de psicologia em busca do alívio da dor de um término de relacionamento amoroso.
Dentre tantas mazelas que afligem a humanidade, os relacionamentos amorosos. Mesmo parecendo pouca coisa frente as catástrofes naturais, guerras, fome, doenças e etc, a dor do rompimento é das mais profundas. A pessoa se sente sozinha desorientada abandonada, destituída de tudo o que a fazia crer-se forte, se desconhece perante tamanha fraqueza, e se envergonha por estar sofrendo tanto assim apenas por um término de relacionamento.
Este é um dos casos em que vale o ditado "Quanto mais alto maior é a queda". Sim é verdade. Investir seriamente em um relacionamento é dar um pedaço de si valioso, é dar sonhos, planos, confiança, corpo, saúde, dinheiro... E quando alguém que amávamos ou pensávamos amar vai embora, parece levar junto tudo isso, fazendo com que a pessoa se sinta vazia.
Não tenho como dizer que há como fugir da dor, realmente é uma dor que precisa ser vivida e superada, mas em certa altura deve começar a reaver seus bens se quiser seguir em frente. Você pode reaver o que lhe pertence para ser inteiro novamente. Ninguém pode terminar com os seus sonhos, com seus planos, pois se um dia você os deu foi porque brotaram espontaneamente de dentro do seu ser, do seu contato com algo belo, que pode voltar a brilhar, porque a fonte continua aí. Quando você perceber que só levam o que você permite ser levado, retornará ao seu centro, e poderá ser inteiro novamente, e reunir recriar tudo ainda melhor.
Pegue de volta o que é seu, você mesmo.domingo, 14 de abril de 2013
Certos casos: Linhas e Correntes
Certo dia uma pessoa me ligou querendo marcar uma consulta e me perguntou qual era o andar do meu consultório. Respondi que correspondia ao nono andar, ao que ela respondeu aliviada: Dá para chegar de escada. Percebi que provavelmente um de seus problemas era medo de elevador.
No dia da consulta, relatou que este medo já durava seis anos, e que a terapia que fazia há cinco anos não estava adiantando muito, e por isso aceitou uma indicação de uma ex paciente minha.
Depois de ouvi-la por 50 minutos avisei que a sessão estava terminando, e me ofereci, caso fosse da sua vontade, poderia acompanhá-la no elevador, neste ou em outro dia, assim poderíamos usar o elevador como um coadjuvante ao tratamento de psicologia analítica. Para minha surpresa ela me olhou com espanto no fundo dos meus olhos e me perguntou? Você faria mesmo isso? Com mais espanto respondi: Claro que sim. E ela disse: Pedi tanto para a minha outra psicóloga fazer isso comigo, mas ela disse que na corrente que seguia não era permitido sair do consultório com o paciente. Achei que todos eram assim também.
Entendi que segundo o pensamento te´rico seguido pela minha colega desconhecida, seria uma espécie de heresia macular a prática terapêutica com uma prática que pertencia a outra linha, a cognitivo comportamental. Esta também não é a minha linha, mas linhas não são correntes, e o que me encantou em Jung desde os tempos de faculdade foi a postura de que em primeiro lugar vem a pessoa e não a teoria, e que deveríamos estudar muito para "esquecer tudo" no momento em que estivéssemos diante de um ser humano. Ele costumava dizer que teoria são como correntes. De fato pesam e dão poucas opções, aprisionam e restringem, e funcionam como âncoras para quem tem medo de ousar ir além.
Já uma linha segue de guia, não pesa, e serve para costurar feridas preparando os seres humanos para ir em frente.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Amigos e colegas de trabalho, envio para vocês o link do documentário A FACE OCULTA DAS DROGAS, (feito por mim e por Ricardo sem fins lucrativos), no qual seis pessoas contam como o encontro com a espiritualidade lhes deu força para superarem a dependência do álcool e das drogas.
Peço a ajuda de vocês para divulgarem o trabalho para que possa chegar ao maior número de pessoas possível que estejam precisando encontrar uma saída para a dependência e também como instrumento de prevenção.
Grata a todos
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