quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A Síndrome da Gaiola Dourada - Você tem?


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Geralmente somos nós mesmos que ignorando a máxima sabedoria "nem tudo que reluz é ouro", nos deixamos seduzir por coisas situações e pessoas que se tornam verdadeiras arapucas. Isso não é novo, faz parte da história do ser humano. Existem alguns contos de fadas e mitos que trazem este fenômeno á tona, como os sapatinhos vermelhos, brilhantemente elucidado no livro de Clarissa Pínkola Estés Mulheres que correm com os lobos. As pessoas acometidas desta situação possuem o que chamo de Síndrome da Gaiola Dourada. Os sintomas mais comuns são:
Vivenciam uma situação da qual reclamam mas não conseguem se desvencilhar,na qual entraram por livre e espontânea vontade, pois na ocasião oportuna pareceu ser uma boa idéia... Mas eis que com o tempo o que parecia ser a salvação da lavoura se torna uma prisão da qual a pessoa não consegue sair, com o pequeno detalhe de que ela mesma é seu próprio carcereiro.
Como assim? Eu explico.
Quando isso acontece, significa que na situação dita difícil, existe um ganho secundário, algo que o auto-prioneiro não tem coragem de abrir mão, seja por medo, insegurança, acomodação, ou o mais comum, tudo isso junto. Exemplos de gaiolas douradas são: relacionamentos que oferecem alguma estabilidade financeira, status ou simplesmente o fato de não estar só. Empregos e concursos públicos que a pessoa detesta mas que por medo de perder a estabilidade se condenam a permanecer ali até a velhice. Licenças por doenças que se cronificam; Práticas ilícitas - famoso jeitinho que se transforma em uma prática viciada e situações afins. Você me  entendeu.
Tudo isso por acreditar que não possuíam, ou possuem, recursos internos suficientes para ir além, então vão ficando... Invariavelmente encontramos baixa auto-estima, medo e preguiça, que aos poucos minam o que há de mais valioso no ser humano, a sua originalidade, criatividade, alegria, entusiasmo e a possibilidade de se tornar o que realmente é em sua essência, algo que parece ter ficado lá atrás. soterrado em meio a tantos senões e poréns que adiam interminavelmente uma decisão. Primeiro culpam os outros, depois a si mesmas, mas eis que não encontrando forças para mudar, depressão, vícios e toda sorte de compulsões são lugar comum.
Aceitar uma vida assim é como ser Fausto, assinar um contrato com o diabo, aquele em que se penhora a alma  em troca de certas facilidades... No melhor estilo mephistofeles tão bem retratado em na obra de Goethe. Só que a alma é cobrada em vida. Perda da alma é um termo bem adequado...
Olhe com sinceridade e veja se realmente a situação é incontornável, veja se as coisas às quais está apegados realmente tem valor, se valem uma vida não vivida. A prudência é amiga, mas já o medo, de viver e enfrentar a jornada não deve ser maior que o medo de perder os pés.
Vale a pena ler a história abaixo.


  
Os Sapatinhos Vermelhos

Era uma vez uma pobre órfã que não tinha sapatos. Essa criança guardava os trapos que pudesse encontrar e, com o tempo, conseguiu costurar um par de sapatos vermelhos. Eles eram grosseiros, mas ela os adorava. Eles faziam com que ela se sentisse rica, apesar de ela passar seus dias procurando alimento nos bosques espinhosos até muito depois de escurecer.
Um dia, porém, quando ela vinha caminhando com dificuldade pela estrada, maltrapilha e com seus sapatos vermelhos, uma carruagem dourada parou ao seu lado. Dentro dela, havia uma senhora de idade que lhe disse que ia levá-la para casa e tratá-la como se fosse sua própria filhinha. E assim lá foram elas para a casa da rica senhora, e o cabelo da menina foi lavado e penteado. Deram-lhe roupas de baixo de um branco puríssimo, um belo vestido de lã, meias brancas e reluzentes sapatos pretos. Quando a menina perguntou pelas roupas velhas, e em especial pelos sapatos vermelhos, a senhora disse que as roupas estavam tão imundas e os sapatos eram tão ridículos que ela os jogara no fogo, onde se reduziram a cinzas.
A menina ficou muito triste, pois, mesmo com toda a fortuna que a cercava, os modestos sapatos vermelhos feitos por suas próprias mãos haviam lhe dado uma felicidade imensa. Agora, ela era obrigada a ficar sentada quieta o tempo todo, a caminhar sem saltitar e a não falar a não ser que falassem com ela, mas uma chama secreta começou a arder no seu coração e ela continuou a suspirar pelos seus velhos sapatos vermelhos mais do que por qualquer outra coisa.
Como a menina tinha idade suficiente para ser crismada no dia do sacramento, a senhora levou-a a um velho sapateiro aleijado para que ele fizesse um par de sapatos especiais para a ocasião. Na vitrina do sapateiro havia um par de lindíssimos sapatos vermelhos do melhor couro. Eles praticamente refulgiam. Pois, apesar de sapatos vermelhos serem escandalosos para se ir à igreja, a menina, que só sabia decidir com seu coração faminto, escolheu os sapatos vermelhos. A vista da velha senhora era tão fraca que ela, sem perceber a cor dos sapatos, pagou por eles. O velho sapateiro piscou para a menina e embrulhou os sapatos.
No dia seguinte, os membros da congregação ficaram alvoroçados com os sapatos da menina. Os sapatos vermelhos brilhavam como maçãs polidas, como corações, como ameixas tingidas de vermelho. Todos olhavam carrancudos. Até os ícones na parede, até as estátuas não tiravam os olhos reprovadores dos sapatos. A menina, no entanto, gostava cada vez mais deles. Por isso, quando o bispo começou a salmodiar, o coro a cantarolar, o órgão a soar, a menina não achou que nada disso fosse mais belo que os seus sapatos vermelhos.
Antes do final do dia, a velha senhora já estava informada dos sapatos vermelhos da sua protegida.
— Nunca, nunca mais use esses sapatos vermelhos! — ameaçou a velha. No domingo seguinte, porém, a menina não conseguiu deixar de preferir os sapatos vermelhos aos pretos, e ela e a velha senhora caminharam até a igreja como de costume.
À porta do templo estava um velho soldado com o braço numa tipóia. Ele usava uma jaqueta curta e tinha a barba ruiva. Ele fez uma mesura e pediu permissão para tirar o pó dos sapatos da menina. Ela estendeu o pé, e ele tamborilou na sola dos sapatos uma musiquinha compassada que lhe deu cócegas nas solas dos pés.
— Lembre-se de ficar para o baile — disse ele, sorrindo e piscando um olho para ela.
Mais uma vez, todos lançaram olhares reprovadores para os sapatos vermelhos da menina. Ela, no entanto, adorava tanto esses sapatos que brilhavam como o carmim, como framboesas, como romãs, que não conseguia pensar em mais nada, que mal prestou atenção no culto. Estava tão ocupada virando os pés para lá e para cá para admirar os sapatos que se esqueceu de cantar.
— Que belas sapatilhas! — exclamou o soldado ferido quando ela e a velha senhora saíam da igreja. Essas palavras fizeram a menina dar alguns rodopios ali mesmo. No entanto, depois que seus pés começaram a se movimentar, eles não queriam mais parar; e ela atravessou dançando os canteiros e dobrou a esquina da igreja até dar a impressão de ter perdido totalmente o controle de si mesma. Ela dançou uma gavota, depois uma csárdás e saiu valsando pelos campos do outro lado da estrada.
O cocheiro da velha senhora saltou do seu banco e correu atrás da menina. Ele a segurou e a trouxe de volta para a carruagem, mas os pés da menina, nos sapatos vermelhos, continuavam a dançar no ar como se ainda estivessem no chão. A velha senhora e o cocheiro começaram a puxar e a forçar, na tentativa de arrancar os sapatos vermelhos dos pés da menina. Foi um horror. Só se viam chapéus caídos e pernas que escoiceavam, mas afinal os pés da menina se acalmaram.
De volta à casa, a velha senhora enfiou os sapatos vermelhos no alto de uma prateleira e avisou a menina para nunca mais calçá-los. No entanto, a menina não conseguia deixar de olhar para eles e ansiar por eles. Para ela, eles eram o que havia de mais lindo no planeta.
Não muito tempo depois, o destino quis que a velha senhora caísse de cama e, assim que os médicos saíram, a menina entrou sorrateira no quarto onde eram guardados os sapatos vermelhos. Ela os contemplou lá no alto da prateleira. Seu olhar tornou-se fixo e provocou nela um desejo tão forte que a menina tirou os sapatos da prateleira e os calçou, na crença de que eles não lhe fariam mal algum. Só que, no instante em que eles tocaram seus calcanhares e seus dedos, ela foi dominada pelo impulso de dançar.
E saiu dançando porta afora e escada abaixo, primeiro uma gavota, depois uma csárdás e em seguida giros arrojados de valsa em rápida sucessão. A menina estava num momento de glória e não percebeu que enfrentava dificuldades até que teve vontade de dançar para a esquerda e os sapatos insistiram em dançar para a direita. Quando ela queria dançar em círculos, os sapatos teimavam em seguir em linha reta. E, como eram os sapatos que comandavam a menina, em vez do contrário, eles a fizeram dançar estrada abaixo, atravessar os campos enlameados e penetrar na floresta soturna e sombria.
Ali, encostado numa árvore, estava o velho soldado de barba ruiva, com o braço na tipóia e usando sua jaqueta curta.
— Puxa — disse ele —, que belas sapatilhas!
Apavorada, a menina tentou tirar os sapatos, mas por mais que puxasse, eles continuavam firmes. Ela saltava primeiro num pé, depois no outro, para tentar tirá-los, mas o pé que estava no chão continuava dançando assim mesmo e o outro pé na sua mão também fazia seu papel na dança.
E assim, ela dançava e dançava sem parar. Por sobre os montes mais altos e pelos vales afora, na chuva, na neve e ao sol, ela dançava. Ela dançava na noite mais escura, no amanhecer e continuava dançando também ao escurecer. Só que não era uma dança agradável. Era terrível, e não havia descanso para a menina.
Ela entrou no adro de uma igreja e ali um espírito guardião não quis permitir que ela entrasse.
— Você irá dançar com esses sapatos vermelhos — proclamou o espírito — até que fique como uma alma penada, como um fantasma, até que sua pele pareça suspensa dos ossos, até que não sobre nada de você a não ser entranhas dançando. Você irá dançar de porta em porta por todas as aldeias e baterá três vezes a cada porta. E, quando as pessoas espiarem quem é, verão que é você e temerão que seu destino se abata sobre elas. Dancem, sapatos vermelhos. Vocês devem dançar.
A menina implorou misericórdia mas, antes que pudesse continuar a suplicar, os sapatos vermelhos a levaram embora. Ela dançou por cima das urzes, através dos riachos, por cima de cercas-vivas, sem parar. Ainda dançava quando voltou à sua antiga casa e viu pessoas de luto. A velha senhora que a havia abrigado estava morta. Mesmo assim, ela passou dançando. Dançava porque não podia deixar de dançar. Totalmente exausta e apavorada, ela entrou dançando numa floresta onde morava o carrasco da cidade. E o machado na parede começou a tremer assim que pressentiu que ela se aproximava.
— Por favor! — implorou ela ao carrasco quando passou pela sua porta. — Por favor, corte fora meus sapatos para me livrar desse destino horrível.
O carrasco cortou fora as tiras dos sapatos vermelhos com o machado, mas os sapatos não se soltaram dos pés da menina. Ela se lamentou, então, dizendo que sua vida não valia mesmo nada e que ele deveria amputar-lhe os pés. Foi o que ele fez. Com isso, os sapatos vermelhos com os pés neles continuaram dançando floresta afora e morro acima até desaparecerem. A menina era, agora, uma pobre aleijada e teve de descobrir um jeito de sobreviver no mundo trabalhando como criada. E nunca mais ansiou por sapatos vermelhos.



Mulheres Que Correm Com Os LobosMitos e Histórias dos Arquétipos da Mulher SelvagemClarissa Pinkola EstésEditora Rocco






sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

50 Tons de Roxo, Carnaval e o Barba Azul.

                                   

"Me senti como se estivesse em Sodoma e Gomorra" Ouvi esta frase de uma amiga moradora do Leblon, que como eu, cometeu a imprudência de não sair do Rio. Como moro em Ipanema, só me restou balançar a cabeça e concordar. Aquilo estava longe de ser cultura alegria ou brincadeira, era tudo sub civilizado, perigoso e muito triste. Em nossa conversa nos inteiramos de casos de violência sexual, comas alcoólicos, mentiras, traições. Tudo isso ao som de ala-laô e o cheiro de esgoto a céu aberto. É claro que tem gente boa que vai aos blocos, mas estes muitas vezes são os que levam a sobra de situações que não criaram, apenas por estarem no local errado. E para piorar, quis ir ao cinema e o filme 50 Tons de Cinza havia dominado os cinemas assim como os blocos haviam dominado as ruas. Tudo em sincronia com a mensagem de que liberdade é libertinagem e amor... Bom... É o que mesmo? Ah sim! É ser algemada e espancada pelo namorado, pois afinal de contas já que ele é rico e bonito vale a pena.  Acordem! Encontrar um Sr Gray pela frente só pode acabar com 50 tons de roxo detectados no exame de corpo delito.
As pessoas estão sem norte, pois o que lhes ensinam é justo o contrário do que é o amor. Amor é sinônimo de orgasmo a qualquer custo, falta de capacidade de ser fiel virou amor livre. E na falta de perspectiva só resta mesmo sexo e bebida, pois só embriagado para não ver a que ponto o ser humano pode se maltratar e desrespeitar, só entorpecendo os sentidos. Trabalho todos os dias com pessoas machucadas moralmente e desiludidas, querendo encontrar amor, respeito e companheirismo, e muitas chegam completamente desiludidas, sem acreditar que o amor verdadeiro existe. Tenho quase que dar a minha palavra que vi com meus próprios olhos um casal que se ama e se respeita e tem uma família sadia. Parece que estou falando de um conto de fadas! E quem dera as pessoas estivessem sonhando com príncipes ao invés de abusadores.
Isso" tudo me faz lembrar do maravilhoso livro de Clarissa Pínkolas, "Mulheres Que Correm Com Os Lobos no qual a autora discorre sobre a interpretação psicológica de diversos contos de fadas que tem raiz arquetípica relacionada ao feminino. E eu diria a todas estas mulheres encantadas com o abusador que elas precisam ler o conto do Barba Azul, pois estão o confundindo com outro personagem, a Fera de A Bela e a Fera. A Fera é aquele masculino bruto que vira príncipe, algo misterioso e assustador que encanta muitas adolescentes, mas lembrem que a Bela nunca se deixa humilhar. Já o Barba Azul é aquele que após seduzir (inclusive com bens materiais) no final de tudo aniquila a sua vítima após ter extorquido sua vida e ainda coloca a culpa nela, fazendo-a sangrar esquartejada durante a eternidade.
Cuidado pois o que parece uma coisa pode ser simplesmente uma armadilha, os contos nos ensinam a afinar o faro para armadilhas, seja pela inexperiência adolescente ou pela infinita carência de amor verdadeiro encontrada nas mulheres pseudo-maduras dos dias de hoje.


   

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"QUEM VÊ GLÚTEO NÃO VÊ CORAÇÃO". Você está mesmo procurando o homem certo?

Observo que atualmente existe um paradoxo quase imperceptível na busca desenfreada  por encontrar um relacionamento sério e devo dizer que parte mais das mulheres do que dos homens. Grande parte das mulheres deseja encontrar um amor verdadeiro, e quando indagadas sobre os quesitos que devem ser preenchidos para que este relacionamento seja classificado como verdadeiro frequentemente encontro: carinho, respeito, fidelidade, sintonia de idéias, que me ache bonita como sou,que goste principalmente de mim por dentro. Até aí tudo bem, acredito que todos os quesitos são válidos e devem compor um realacionamento verdadeiro. Mas não raro muitas mulheres atraem para si homens que não estão aptos a dar uma parcela considerável do que é esperado, e isso frustra, e as faz pensar que deve ter algo errado com elas. E pode ter mesmo.
Provavelmente o que está acontecendo é que os parâmetros de busca estão completamente dissonantes do que se quer encontrar. Vou explicar: A maior parte das mulheres está muto mais preocupada em atrair um homem pelos seus atributos físicos que pelos seus atributos internos, quando se colocam na vitrine, expõe as curvas como atrativo principal, e o resto vem quase como um brinde. "Primeiro eu o atraio pela minha aparência, para depois fazê-lo gostar de mim" Esta é a mensagem muitas vezes inconsciente que orienta a busca feminina e a faz pensar mesmo que o seu maior atributo são as curvas pois só mulheres muito, mas muito bonitas mesmo, são amadas e felizes. É o que nos dizem todos os meios de comunicação - menos no facebook, pois lá é o único lugar onde todo mundo é feliz o tempo todo.
Se oferecemos carne como prato principal, diminuem muito as chances de termos um vegetariano para o jantar. Homens que guiam as suas escolhas principalmente pela beleza externa e a sensualidade exacerbada, dificilmente terão os atributos citados acima para oferecer, o que acarreta em sofrimento e frustração.
Sou absolutamente a favor do cuidado com o corpo, em estar saudável e bonita, sem deixar de ser quem e como você é, sou a favor de esculpir o melhor de si, mas não de virar outra pessoa, e mutilar-se pra isso com excessos de exercício, ameaça a saúde por remédios e á alimentação e cirurgias absurdas com o intuito de ser mais aceita e mais amada.
Se você quer alguém que a valorize pelo que você é, comece fazendo isso você mesma, reconheça as suas qualidades e as apresente como carro chefe do que você tem a oferecer. Pois por mais bonita que você seja, não existe método que vá te fazer parecer ter 30 aos 60, Então, quem estiver com você tem que te amar por muito mais que isso, por aquilo que você pode oferecer como duradouro.
Mas lembre: a chave é se amar profunda e verdadeiramente antes de querer que alguém o faça. Quando fizer isso, a pessoa certa poderá encontrar a porta certa aberta para entrar.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

TRAGO SEU AMOR PRÓPRIO DE VOLTA EM 3 DIAS!!!




Sim amigos, quisera eu que fosse este o anúncio que chamasse a atenção de todos aqueles que neste momento sofrem de amor. Quer dizer, falta de amor, amor próprio mesmo. Pois se quando alguém vai embora da sua vida leva embora o que há de mais precioso dentro de você, a ponto de te fazer chorar aos quatro cantos, se arrastar, humilhar e pedir perdão pelo erro do outro além de dizer aios quatro cantos que a vida não tem sentido, você não perdeu um parceiro(a), perdeu você mesmo...
Como é que as pessoas chegam a uma situação assim... Sem perceber estamos sujeitos a idolatrar o ser querido, sim, pensarmos como somos afortunados por tê-los! Mas o que denuncia a idolatria nestes casos é que o pensamento reciproco não existe, a pessoa pode até mesmo se perguntar "o que é que aquele ser iluminado viu em mim mesmo???" Aí pronto. Todo o investimento que deveria estar na relação e em si também, passa a ser colocado no outro, deixando o apaixonado com pouco mais do que o necessário para respirar. Acredita-se que isso é amor, mas nem sempre. Amor é aquele no qual ambos se constroem juntos, aquele que me impulsiona a ser o melhor e assim, por conseguinte. oferecer naturalmente o melhor. Mas muita gente procura em alguém o seu valor próprio, um motivo para viver, algo válido em que apostar as fichas, e o nome disso e carência e projeção. è muito comum que em algum momento estes relacionamentos terminem, e quase sempre parte do ser idolatrado. E então sobra pouco ou quase nada no que investir para sair da fossa. A ansiedade pode levar a arrumar outro relacionamento tampão, pois ficar sozinho é insuportável até que aos poucos fique claro que não era aquela pessoa em si que importava e sim o lugar que ela ocupava. 
Se você se enquadra nesta situação lembre-se que para recuperar, ou encontrar alguém para amar será mito melhor quando aprender a amar a si mesmo, a ser uma boa companhia e investir em seus próprios sonhos. Mas quais eram mesmo??? Pois é, você merece o seu amor. Amai ao próximo como a si mesmo, não mais que a si mesmo, pois isso não funciona.
Em alguns casos críticos a terapia é aconselhada, mas não estou prometendo resultado em 3 dias ok!

domingo, 23 de março de 2014

A Tirania da "Felicidade"- Reflexões de quinta (feira:)

Bom,  o tema principal da quinta foi felicidade. Por conta disso o cirurgião Carlos Fernando foi convidado para falar a respeito de cirurgias plásticas e a busca pela felicidade. Acredito que falamos bem a respeito do assunto, pois Carlos Fernando foi bem lúcido ao discorrer sobre a questão, sem alimentar ilusões que podem acompanhar as pessoas que o procuram. Mas ainda quero falar algumas coisas...
O que de fato vem a ser felicidade? Muitas pessoas a perseguem, mas tenho a impressão de que não sabem bem o que tanto almejam, e por isso, a busca da felicidade como entendida (ou não entendida) nos dias de hoje causa muita infelicidade em seu rastro. É a tirania da felicidade. Temos que ser felizes a qualquer custo, custe o que custar, nem que para isso seja necessário mentir, magoar,  ser hipócrita e terrivelmente egoísta, pois o que importa é ser feliz. Fico pensando que espécie de pessoa justifica a traição e a mentira com a frase: Mas isso não pode estar errado, pois me faz feliz.
as pessoas confundem felicidade com satisfação. Mas a satisfação não é um valor em si, ela depende do que existe dentro de cada um e a satisfação pode ser uma busca extremamente egoísta, que abdica de todos os valores que fazem com que uma pessoa seja considerada um ser humano de bem. Nesse caso, tornam-se válidos quaisquer tipos de excesso, como álcool, drogas, sexo barato, pois isto irá trazer felicidade. Felicidade??? 

A felicidade é um estado de espírito elevado, é uma luz que brilha de dentro para fora, é a capacidade de estar em paz e sentir amor, por si e pelos outros. 

Boa semana e grata pela atenção

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mães e o desapego - Reflexões de quinta (feira:)

Amigos, andei sem escrever um tempo, acabei me dando folga no feriado e viajando para um lugar onde só chega sinal de fumaça e telepatia. Nem televisão tinha. E olha, gostei muito de lá... Sou bem chegada a me esconder na natureza, depois explico o motivo.
Bem, hoje no programa falamos de mães que sufocam os filhos com super proteção e são invasivas.
Bem, este post é para mães e filhos.
Mães: Nossa tarefa no universo é a de acolher este que nos chega pelo ventre ou por coração, e abraçar o desprendimento de nossa própria vida para fazermos deles adultos plenamente capazes, homens e mulheres de bem. Mas mesmo assim eles não são um bem adquirido. Nossa recompensa é o aprendizado do amor e não a posse de um ser humano. Nossa vitória é colocar na vida um ser que ajude-a a ser melhor. Muitas mães não querem deixar os filhos crescerem por terem medo do vazio, e este vazio se mascara facilmente em preocupação e atenção.
Mães que extrapolam a idade certa para determinado tipo de comportamento protetor temem perder um pedaço de si, ou pior: como deram a vida por eles acreditam que agora eles tem o dever de continuar sendo uma extensão delas. E a qualquer sinal de afastamento surgem as covardes chantagens emocionais, que podem prejudicar o ser que mais amamos. Este comportamento acaba produzindo adultos imaturos e incapazes de arcar com a própria responsabilidade, vinculados negativamente a uma imagem materna, que no íntimo podem acabar tendo vontade de destruir, o amor pode se transformar em raiva e ódio. Tal sentimento pode produzir conflitos tão brutos a ponto de gerar uma neurose, e o futuro não parece bom. 
Lembram de como ficamos felizes quando eles começaram a engatinhar, a andar, correr, ir para a escola? Nessa época sabíamos quando largar a mãozinha, dar thauzinho... Então! Vamos continuar felizes com seus passos rumo a vida. O amor é imortal, e a ligação entre mãe e filho, se cultivada com sabedoria, jamais se rompe.
Procurem dar sentido a própria vida, arrumem uma ocupação, façam o que antes o dever com os filhos não permitia, vejam-se como indivíduos, não coloquem a felicidade nas costas de ninguém. Por incrível que pareça, nós somos seres humanos que nascem filhas e se tornam mães, mas antes agora e sempre somos e pertencemos a nós mesmas. E os filhos também pertencem a eles mesmos.
Filhos: Tenham um pouco de paciência por favor, pois mãe não é perfeita, mas como ninguém nasce na família errada, ela é exatamente a mãe que você precisa. 
Bom final de semana para nós.